O Fruto do Espírito – AMOR – Parte I

O Fruto do Espírito – AMOR – Parte I

Gálatas 5.22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

A palavra grega ágape, traduzida por “amor”, inclui tanto amor a Deus como o amor ao próximo. Amor é maior que qualquer coisa que possamos dizer com palavras, qualquer coisa que possamos possuir ou dar. “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou corno o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disto me aproveitará” (1 Cor. 13:1-3).

Quando meditamos sobre o significado do amor, vemos que ele é para o coração o que o verão é para o agricultor: ele faz com que todas as flores da alma deem fruto. Ele é, de fato, a flor mais bonita do jardim da graça de Deus. Se não houver amor em nossa vida, estaremos vazios. Pedro disse: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).

Bem sabemos que na língua grega há quatro termos para amor: 1) Eros é o amor de um homem por uma mulher; é o amor imbuído de paixão. 2) Filia é o amor caloroso para os nossos achegados e familiares. É um sentimento profundo do coração. 3) Storge aplica-se particularmente ao amor dos pais pelos filhos. 4) Ágape é o termo cristão e significa benevolência invencível.

Quando a Bíblia fala do amor que Deus tem por nós e que gostaria que nas tivéssemos, geralmente um a palavra grega ágape (pronuncia-se agápe). O amor ágape aparece em todo o Novo Testamento. Quando Jesus disse: “Amem seus inimigos”, Mateus usou a palavra ágape em seu evangelho. Quando Jesus disse que devemos nos amar uns aos outros, João usou a palavra ágape. Quando Jesus disse “Ame seu vizinho” Marcos usou a palavra ágape. Quando a Escritura diz que “Deus é amor”, ela um a palavra ágape. O Novo Dicionário da Bíblia define o amor ágape no grego como “a forma mais elevada e nobre de amor, que vê no objeto do amor algo infinitamente precioso”.

A maior demonstração de amor agape que Deus deu foi na cruz, quando Ele enviou Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nossos pecados. E já que nós devemos amar como Deus amou, todos os crentes devem ter este amor agape. Nós não o temos naturalmente, nem podemos desenvolvê-lo porque as obras da carne não podem produzi-lo; só o Espírito Santo pode concedê-lo, sobrenaturalmente. Ele o faz quando nos submetemos à vontade de Deus.

Vezes demais hoje em dia o amor parece somente ser uma emoção ou um sentimento. É claro que o amor envolve sentimentos, estejamos amando a Deus ou a outrem. Mas amor é mais que emoções. Amor não é um sentimento – amor é ação. O verdadeiro amor age. Deus nos amou assim: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16). Por isso o amor é um ato da vontade – e esta é a razão de nossa vontade tem de ser primeiro submetida a Cristo antes que possamos produzir o fruto do amor.

O primeiro amor (humano) diz: – Eu quero para mim algo que o outro tem e que ele pode me dar. “O segundo amor (de Deus) diz: – Eu quero dar alguma coisa para este aqui, porque eu o amo. “O primeiro amor quer se enriquecer recebendo presente que os outros podem dar. “O segundo amor quer enriquecer os outros dando tudo que tem. “O primeiro amor é sentimento e desejo. Vem e vai quando quer; não podemos forçá-lo a ficar com nenhum esforço próprio. “O segundo amor é muito mais questão de vontade, porque somos nós que decidimos dar ou não dar.”

Nós devemos amar como o bom samaritano (Lucas 10:25-38), que na verdade é amor se expressando em ações. Este amor alcança todos – esposa, marido, filhos, vizinhos, até mesmo pessoas que nunca vimos, no outro lado do mundo. Inclui os que são fáceis de amar, porque são parecidos conosco, e os que são difíceis de amar, porque são tão diferentes. Estende-se até a pessoas que nos prejudicaram ou magoaram.

ILUSTRAÇÃO MULHER TRAÍDAUma jovem esposa e mãe estava cheia de amargura e ressentimento porque seu marido se tornara infiel e a tinha deixado para viver com outra mulher. Mas, refletindo sobre o amor que Cristo teve por nós, ela descobriu que um novo tipo de amar pelas outras pessoas começou a brotar dentro dela – inclusive pela mulher que tinha levado seu marido. Perto do Natal ela enviou àquela mulher uma rosa vermelha com um bilhete: “Por causa do amor de Cristo em mim e através de mim, eu posso amar você!” Este é o amor agape, fruto do Espírito.

A ordem de amar não é opcional; devemos amar, estejamos com vontade ou não. De fato, podemos dizer que o amor pelos outros é o primeiro sinal de que nascemos de novo e que o Espírito Santo está atuando em nós.

Dr. Sherwood Wirt escreveu assim: “Descobri que não vem ao caso falar de igrejas fortes ou igrejas fracas, grandes ou pequenas, mornas ou frias. Estas classificações não são realísticas e estão fora da questão. A única distinção que podemos fazer é esta: igrejas que amam ou igrejas que não amam.”

ILUSTRAÇÃO AMIGO BÊBADO O pai recebeu um telefonema dizendo que um cristão conhecido tinha se encontrado bêbado no banco de uma certa praça. Imediatamente mandou seu motorista com a limusine buscar o homem, enquanto sua mãe preparava o melhor quarto de hóspedes. O bêbado chegando em casa ficava olhando com os olhos arregalados os lindos cobertores sendo colocados sobre cama. O filho protestou: – Mas, mãe, ele protestou, – ele está bêbado.– Eu sei, – disse sua mãe gentilmente, – mas este homem escorregou e ruiu. Quando voltar a si estará tão envergonhado que precisará de todo o carinho e ânimo que nós lhe possamos transmitir.

Jesus olhou para as multidões e ficou cheio de compaixão por cada um deles. Ele amou como nenhum ser humano é capaz de amar. Seu amor abraçava todo o mundo, toda a raça humana, do princípio ao fim dos tempos. Seu amor não conhecia barreiras, nem limites, ninguém era excluído. Desde o mendigo mais insignificante até o mais alto monarca, desde o maior pecador até o mais pura santo – Seu amor foi para todos. Somente o Espírito de Deus atuando em nós pode produzir este fruto, que se manifestará em nossa vida pública e privada.

Extraído (Pr. Daniel Dutra) e Adaptado (Pr. Max Jefferson)

Deus abençoe a todos e vamos cumprir as ordens de Cristo, amar aos nossos irmãos, aos nossos inimigos até mesmo como vimos o que tantos questionam é possível amar até mesmo a quem ainda não conhecemos através do amor de Deus, amor agape!

Abraços.

Pr. Max Jefferson